A Tecnologia Educacional

olhoEmbora o termo Tecnologia Educacional seja empregado inicialmente no campo da Educação no final dos anos 1920, o seu nascimento se deu através do emprego de materiais audiovisuais, como filmes instrucionais, e teve seu conceito oriundo de determinadas concepções e visões de ensinar e aprender que remontam o século XVII (Subtil & Belloni, 1999). Inicialmente, alguns teóricos do assunto tentavam classificar os meios auxiliares visuais, enfatizando sua integração no currículo.

Algumas tendências e inovações que marcaram os primeiros movimentos no sentido de um design de materiais educacionais, ainda podem ser consideradas relevantes nos dias de hoje, fazendo mais sentido para as tecnologias atuais do que faziam a 50 anos atrás. Pelo fato de serem consideradas metodologias baseadas no movimento behaviorista, existe forte tendência a se desconsiderar aquela literatura e suas contribuições teóricas. De um modo geral, a TE tem sido configurada a partir de um conjunto de disciplinas (psicológica, curricular e filosófica) que buscam melhorar e incrementar a eficácia dos processos de ensino, uma espécie de ciência do planejamento do ensino. Dessa forma, deixa de focalizar somente os meios, a fim de tornar-se uma disciplina com pretensões científicas e que pretende regular e prescrever a ação educativa (Romiszowski & Romiszowski, 2005).

Tradicionalmente, se pode estabelecer pelo menos três visões distintas sobre o objeto de estudo da TE: uma centrada sobre o componente instrutivo, geralmente chamada de recursos audiovisuais; outra pretende entender a tecnologia educacional como um processo, geralmente chamada de “enfoque sistêmico”. Hoje em dia, se revisarmos o que se publicou sobre a Tecnologia Educacional, descobriremos que ambas concepções seguem convivendo. Entretanto, o componente instrutivo ganhou uma nova face. A visão da TE como uma preocupação sobre a integração de “novas tecnologias da informação e da comunicação” parece predominar e transforma-se no objeto preferencial dos “tecnólogos” dos anos oitenta e noventa, sobretudo por causa dos novos aportes que trazem consigo.

Embora inúmeros trabalhos venham sendo desenvolvidos neste espectro de opiniões, e a evolução dos materiais seja bastante clara, ainda é comum que tecnologias de instrução, ou tecnologias educacionais, sejam utilizadas apenas como “meios” de comunicação, ou tutores de estudantes, sobretudo fundadas na premissa de que basta a apresentação do conteúdo ao estudante e ele estará automaticamente aprendendo (Jonassen, 1994).

Historicamente, as tecnologias educacionais foram desenvolvidas por equipes de educadores, especialistas em conteúdo, especialistas em mídia etc e, sobretudo nos dias de hoje, tem como objeto central o uso de sistemas baseados nas TICs. Entre muitas reflexões, parece hoje um consenso, pelo menos no plano teórico, que a máquina não é capaz de substituir o homem, mas antes pode ajudar nas suas múltiplas tarefas de construção pessoal e social. Fato que se faz presente também no caso particular do ensino, em que a máquina não deve tomar o lugar do professor, mas servir de apoio ao seu trabalho (Jonassen, 1994).

 O uso adequado de sistemas de ensino baseado em TICs, por exemplo, pode até permitir alternativas qualificadas que contornam certas dificuldades de gestão do tempo por parte de quem quer aprender e ensinar. Além disso acrescem ainda vantagens para as próprias formas de ensinar e aprender, que poderão incluir estratégias mais colaborativas, respeitadoras do ritmo individual dos alunos e orientadas para a sociedade da informação e conhecimento em que vivemos .

Com essas novas plataformas temos a oportunidade de desenvolver um ensino mais flexível e estimulante para ambos os “atores” envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. Ao oferecerem uma nova organização pedagógica, as potencialidades desses materiais no processo educacional parecem contribuir em muito para a desejada transformação de nossas práticas educacionais.

 A própria geração de alunos “informatizados” que se encaminham as salas de aula, nos dias de hoje, evidencia a necessidade de se adotarem novas práticas educacionais a fim de não perdermos o “trem da história”.

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~ por João Cardoso de Castro em novembro 7, 2008.

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